domingo, novembro 26, 2006

GH, IGF-1 E INSULINA: ANABOLISMO DE VERDADE?

A pouco tempo atrás, cerca de 3 ou 4 anos, o hGH (Human Growth Hormone), mais conhecido como GH, havia acabado de se tornar realmente popular. Havia se tornado se "base" de todo ciclo de preparação pré-competição. De fato, a maioria dos bodybuilders do exterior, a mais de uma década atrás, consideravam o hGH quase como uma necessidade para a preparação pré competição, e muitos usavam espectros do GF* ( Coisas como Insulina, IGF-1, hGH em si...).

Enfim, ao conversar com bodybuilders que competem sobre isso, eu não fico impressionado. Porém, a maioria das pessoas que eu conversavam que não eram bodybuilders profissionais ou amadores) sempre dizem que esses GF não dão o mesmo efeito de esteróides anabólicos dão. Pessoalmente, eu não vejo razão em pagar um amontoado de notas de 100 de reais em algo que não irá dar o mesmo resultado do que meia dúzia de notas de 20 reais em testosterona dará. E acabei descobrindo que não era bem assim...

Eu acho que seja por isso que as pessoas usam os GF incorretamente... Pois, quando corretamente usados, eles criam um potencial muito grande e tornam - se drogas impressionantes, tanto para atletas como para bodybuilders.

Ao pé da letra, eu estava errado. E muito. Eu creio que o motivo disso seja que vemos resultados variados das pessoas que usam peptídeos, é sua dosagem e seus protocolos de dosagem.

Agora, para entender como usá-los corretamente, primeiros precisamos ver como eles funcionam naturalmente quando estão em ordem. Os níveis naturais de GH são controlados por vários estímulos, incluindo tanto neurotransmissores como hormônios.
O processo de aumento dos níveis de GH no corpo é iniciado no hipotálamo. Lá, dois hormônios peptídicos agem juntos para aumentar ou diminuir a produção de GH pela gândula pituitaria.

Esses hormônios são conhecidos como somatosina (SS) e "growth hormone-relasing hormone" (GHRH), e eles tem efeitos opostos. A somatosina age na glândula pituitaria para diminuir a saída de hGH, quando o GHRH faz exatamente o contrário.
Por isso, o teu corpo pode usá - los para a secreção ou inibição do hGH na glândula pituitária, se necessário.

Quando não há hGH suficiente no teu corpo, o GHRH age para iniciar a emissão de hGH, e quando há muito hGH no corpo, a somatosina faz o contrário. Os efeitos mais tardios disso ocorrem porque o hGH é um sujeito de um feedback negativo pelo corpo. Quando o GHRH é liberado, causa uma cascata hormonal, começando com a subseqüente secreção de hGH.

Quando esse hGH é liberado, ele exerce vários efeitos metabólicos, e age como um gatilho de liberação do IGF-1 (Insulin Growth Factor), que agora é conhecido por exercer muitos dos efeitos previamente atribuídos somente ao hGH. O IGF-1 é altamente anabólico, apesar de uma enorme contradição na literatura existir, dizendo que o hGH já é anabólico por si.


Porém, ainda existem algumas evidências que mostram que o Lr3IG-1 é mais potente para a construção muscular do que o hGH. (O Lr3IGF-1 é cerca de 3 vezes mais potente do que o IGF-1).

Agora, após o hGH e a IGF-1 serem produzidos e secretados, eles tem a habilidade para circular de volta ao hipotálamo, tal como a glândula pituitária, para iniciar a liberação da somatosina. Como já dizemos, a liberação da somatiosina vai completar o ciclo negativo pelo corpo, e diminuir a liberação de hGH.


Apesar de ambos hGH e IGF-1 poderem fazer isso, e terem vários outros efeitos de sobrecarga, eles parecem ser capazes de produzir vários efeitos diferentes, e individualmente eles parecem agir em várias células e suas células vizinhas, sem precisar entrar pela membrana destas células.

Isso é basicamente a explicação do IGF-1 causar uma diminuição na gordura corporal, Apesar de não haver receptores de IGF-1 nas células de gordura. O hGH, em contrapartida, reduz a gordura através dos receptores de hGH encontrado nas células de gordura. O IGF-1, porém, parece ser o primeiro catalizador do surgimento de células musculares, também chamado de miogênese (geração da miofibra, ou novo tecido muscular).

Para entender esse mecanismo de regeneração e crescimento, nós podemos apontar vários efeitos hipertróficos que parecem ser totalmente modulados pelo IGF-1.

Quando o músculo é rompido pelo treino, a destruição do tecido muscular larga para trás algo conhecido como "células satélite". Essas células são pequenas concentrações de células localizadas entre o músculo que eram, e são mobilizadas pelo IGF-1 para começar o processo de crescimento muscular e regeneração.

Durante esse processo de regeneração muscular, os mioblastos são formados para substituir e hipercompensar os mesmos danificados, e então eles podem se fundir um com o outro para formar fibras totalmente novas, ou se incorporar as fibras danificadas que sobreviveram. Então, se mais miofibras são criadas do que destruídas ( pelo treino ), um crescimento muscular é notado.

Apesar dos efeitos do IGF-1 na criação de tecido muscular é simples e direto, parece que o hGH provavelmente exerce a mior parte dos efeitos anabólicos nos tecidos musculares, por sua abilidade de estimular a secreção de IGF-1. Além disso, também é especulado que pode haver um efeito adicional e direto, exercido pelo hGH em si, apesar desse efeito ser difícil de ser comprovado pelos cientistas.

Como nós já sabemos, a produção de IGF-1 provavelmente ocorre quando o hGH é liberado pela glândula pituitária (ou injetado por uma seringa...), e então viaja até o fígado e até outros tecidos musculares aonde ele influencia a síntese e a subsequente liberação de IGF-1. Sabemos que o IGF-1 recém secretado que viaja pelo sangue até atingir os tecidos maiores depois de ser liberado pelas células que o produzem (o fígado, ou nesse caso, pode ser também o tecido muscular que você treina).

Apesar disso ser bastante promissor, e eu já ter lido sobre o eixo GH/IGF, eu ainda não sou um fã do hGH ou do IGF-1, por causa de seu custo relativamente alto, comparado a outros componentes anabólicos. E também há a reclamação de não ter os efeitos "fantásticos" que são ditos por algumas pessoas que os usam ( E vale lembrar, que eu acho que a maioria dessas pessoas os usam errado, errando feio no tempo de uso e dosagem ).

Eu venho conversado com vários culturistas ao longo dos anos, que usam o GH/IGF-1 há tempos, e a tempos venho tentando entender que tipo de dosagem e protocolo de dosagem parece ser o de efeito mais anabólico. Cortando muito o assunto, existem 3 formas diferentes de IGF-1, que são identificadas por seguir o treinamento de resistência. Basicamente, isso significa que as diferentes isoformas do gene que regula o IGF-1 têm sido expressadas pelos músculos quando é submetido a simulação mecânica (um treino bem feito).

Em outras palavras, quando se levanta o peso, várias "versões" do mesmo IGF-1 básico são criadas quando o IGF-1 é secretado, isso nos traz a isoforma dominante de IGF-1, que é mostrada principalmente durante um princípio de sobrecarga muscular (ou um treino bem pesado), o "Mechano Growth Factor", ou MGF.

Talvez agora vocês entendam porque eu acho que a combinação IGF-1 e o MGF, ou até mesmo sem combinação, é muito superior ao uso do hGH, por vários motivos.
Por exemplo, em estudos com ratos, o uso de IGF-1 em dosagens menores do que a de hGH, tem provado ser muito mais anabólica do que o hGH.

Apesar de ser recém descoberto, os estudos comparando o IFG-1 e o MGF, têm concluído que o MGF é capaz de produzir resultados muito mais rápidos.

Eu tenho percebido que os culturistas que vem tendo resultados com o uso hGH, vem usando de uma regulagem IGF-1 tal como o MGF após seus treinos. Então, antes de tudo, a primeira recomendação, é usá - los logo após o treino, pois assim tu terá resultados porque depois do "treino de peso com cargas concêntricas e excêntricas, os níveis de proteínas repulsoras de IGF ( Como a IGFBP_4 ), são menores. Essa proteína, inibe os efeitos anabólicos do IGF-1.

Então, faz sentido tu obter maiores resultados quando os níveis destas proteínas estiverem menores do que o normalmente. Além do mais, nesse período logo após a aquele treino do mal, os níveis de IGF-1 estão altos, particularmente os níveis de MGF.

E isso irá ajudar na habilidade do corpo de induzir a miogênese e então, a hipertrofia. Se eu for gastar dinheiro com IGF-1 e MGF, eu preferiria injetá-los quando os níveis de suas proteínas repulsoras foram os menores, e então eles podem ter o máximo efeito anabólico.

Por isso, então, o uso de MGF imediatamente após o treino é recomendado, quando as doses naturais já estão elevadas. A adição de MGF extra, puxa mais células satélites para a formação de tecido muscular.

Recomenda - se então, o uso de IGF-1 cerca de uma hora depois, porque, nesse ponto, apesar do MGF continuar muito elevado, pode - se obter benefícios em adicionar IGF-1 nessa mistura, quando esse parece ser "cortado" apropriadamente para as isoformas na qual o corpo precisa.

Então, quanto ser usado? Bom... Conversando com bodybuilders, alguns atletas e lendo em alguns livros, percebi que a mágica parece começar quando essas drogas são administradas em cerca de 80 a 100 micro-gramas (mcg), que são injetadas no músculo treinado. Metade disso tende a ir para outro lado do corpo, ou para o outro músculo "espelho" que foi treinado.

Até esse ponto, quantidades adequadas de proteínas e carboidratos precisam ser ingeridas, porque o IGF-1 só irá ser efetivo quando há uma quantidade adequada de proteína no corpo para produzir esse novo tecido muscular.

O IGF-1 e o MGF são mais efetivos do que o hGH em si para o crescimento muscular, e creio que se você usá-los do modo descrito, você irá ter uma vantagem sobre os níveis mais baixos das proteínas que inibem suas ações, permitindo a esses peptídeos de exercer seus efeitos máximos.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

excelente...

11:09 AM  
Anonymous Anônimo said...

que merda de comentario,o seu burro eu tomei o Hormonio de crescimento e ele me deu 48 de braço,vai tomar no cú

11:14 PM  
Blogger Júlio Maffioletti said...

BOA MATÉRIA. EMBORA TENHA FALTADO A O VALOR DA INSULINA. ATUALMENTE OS FISICULTURISTAS DE NÍVEL INTERNACIONAL USAM INSULINA, IGF-1, HGF e outros peptídeos.

3:21 PM  

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